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Mostrando postagens de Outubro, 2015

Sonho (parte 1 e 2)

Sonho real. E um tigre pequeno apareceu de novo. Peguei-o, com o devido cuidado, segurando sua pata e ele arisco, quis fugir das minhas garras. Busquei um espaço natural, fazendo jus a sua natureza e soltei-o, e ele não mais que de repente saiu em retirada, pulando no parapeito de madeira rústica marrom escura, e se lançando num vazio de oito metros, sendo quase amortecido por um galho daquela palmeira e depois, amaciando-se na grama. Pareceu-me uma cena idílica, mas foi ela que me ateve durante aquele breve contato com aquela localidade, um espaço de férias, mas com alguns problemas estruturais. As ruas estavam enlameadas, os lugares -terrenos murados- tinham mato alto, e a sinalização de ruas não existia. No meio de tantos casais, quartos e lama, toda a história começou com um grupo de moleques querendo roubar um caminhão pequeno, vermelho. Rápido fui a avisar ao velhote o anseio daquele grupelho e depois de desviar de uma pedra mal tacada, lá foi ele evitar que o moleque de seus q…

Agora, vai.

Agora vai A vida, o sonho, o hábito, o rio-tempo, o fundo-real. A sorte. Ela é esse eterno, pra não dizer o constante ‘agora vai’. É um eterno sonhar, onde quer que se enxergue o tempo desse sonho. Dele vem a imagem-lembrança de um amigo que se distanciou, da sua família, de possíveis conflitos. Ou de uma lembrança recente, de algo que nos chamou a atenção na tela de led, imagens oníricas de um futuro desejado talvez. Ou ele é isso mesmo, a mistura dos dois, o que somos e o que gostaríamos de viver, nos desprender do passado e ver nosso barco saindo lentamente do cais, mas constante. Ela traz essa sensação de repetição, assim como as noites, os dias, as refeições, as idas ao banheiro, a padaria, a banca de jornal, ao cigarro, ao remendo do furo do pneu da bicicleta. Se existe uma grande vantagem em ‘levar a vida’ a dois, é a de perceber calmamente, no geral, a passagem dos dias. Tudo se torna um hábito. Fico a observar discretamente os mais velhos e vejo neles essa sabedoria de dei…

Eu vou atrás do onírico.

Eu vou atrás do onírico, por hoje. A abelha que gerava ouro. E mais que agora ela aparecia de novo e saída de minha perna fez eu a imaginar que era uma mosca esperta. Mas ela veio dizer que eu estava doce, doce como mel. Assistida pelo programa do SUSA (Sistema Único da Saúde das Abelhas), essa esperta veio e me disse o seguinte: -Você está com sorte hoje. Depois disso, ela pegou o ônibus que tem a linha ‘colada’ e literalmente sumiu!