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Ex

Eram três horas da tarde. Estava em um botequim, assim chamado por que lá havia um simples balcão, imprescindível para os tomadores de doses. Mas já tivera um outro balcão de uma pequena autopeças, e mesmo assim, com aquele trombolho de concreto dividindo o espaço, já era um botequim. Pequeno e com mesas vermelhas, estava quente ainda mais, era um pouco sujo, o chão gasto, assim como os pés das cadeiras, como o banheiro, sem descarga e com trincos mal resolvidos. Estava sentado em uma cadeira pequena, próximo a uma pequena mesa, com uma amiga frente a frente a ela, conversando e bebendo, quando o telefone tocou. Encarei a rua e com o telefone em punho recebia notícia, seu pai partiu, pra não dizer morreu. Quem me deu a notícia foi sua ex-mulher, também conhecida como minha mãe. Há mais de trinta anos quando eles se separaram, tive a impressão de que perdi duas palavras, família e pais. Na verdade três.

Olhar o céu

A Arte de Fingir e o Mimetismo Humano

A Arte de Fingir Fingir, sinônimo de mentir, em sã consciência para obter benefício a si mesmo. Para o senso comum, fingir pode valer, assim como os ‘meios’ justificam os ‘fins’, invertendo a máxima de Maquiavel. Para os moralistas ou puritanos, fingir sempre carregou uma carga pejorativa. Fingir significa de imediato enganar, simular, blefar. “Mas quem nunca se enganou?”, perguntaria você. Engano tem haver com errar de impressão, interpretar errado, ter posse de um conhecimento sobre algo e na hora de identificá-lo, trocar de reconhecimento. Em todo jogo existe espaço para o ‘enganar’. Faz parte o blefe, a finta, tão comum no futebol, no vôlei, no basquete, práticas esportivas que são, logicamente, atividades lícitas. E o que você diria então de blefar em um relacionamento, em um jogo, blefar, enfim, na rua, ‘ser aquilo que você não é’, estar vivendo em não acordo com seus próprios valores éticos e morais, para benefício próprio? Alguém poderá dizer que a vida depende desse simular...

Dará.

A eliminação errônea de substâncias tóxicas em todo o Brasil, tornou-se pauta obrigatória no jornalismo cotidiano no nosso país. Em novembro do ano passado, uma substância tóxica por contaminação de partículas de minério de ferro, residual da exploração feita pela empresa Samarco em Minas Gerais, poluiu o Rio Doce a partir de sua passagem por arredores do Distrito de Bento Gonçalves, até sua foz no município de Linhares, mais precisamente em Regência, área naturalmente de mangue e curiosamente um dos lugares de maior qualidade para a pratica de um esporte agora em voga no nosso país: o surf. A barragem contendo restos de exploração pela Samarco se rompeu fazendo extravazar milhões de metros cúbicos em direção a um vale, onde fica o distrito de Bento Gonçalves, chegando em sequência ao leito de rios que acabaram por levar a lama até o Rio Doce, e na sequência até ao Atlântico. Mariana, MG e Colatina e Linhares foram duramente afetados economicamente, pela paralização das atividades da e...

Bárbara, e nem tão doce.

Nota de Repúdio: Repudio, como jornalista formado, a atitude da cantora Ivete Sangalo, viralizada por vídeo postado nas redes sociais, que 'peitou' uma mulher no show em que se apresentava, por conversar com seu marido, há menos de 50 metros. Uma cantora com público infantil não poderia abrir mão do seu caráter educativo, e cair na 'esparrela' da mulher 'machona'. Curiosamente seu ato veio à tona via rede social, hoje uma das fontes utilizadas pelo novo jornalismo. Assim, como nas delegacias de polícia, o jornalismo esquiva-se quase totalmente da prospecção da notícia, guardando-se ao direito de editar, separando logicamente e infelizmente, o que é mais polêmico. Todo jovem que pensa em fazer comunicação e adentrar para o universo jornalístico, deve saber disso: invariavelmente vai viver flertando com fatos violentos, policialescos, tão caros aos nossos sentidos. Mesmo sendo educados - na melhor das hipóteses - o acesso a violência, em qualquer âmbito, rouba-no...

Marilama

MARILAMA, foi para Regência e agorinha a pouco foi vista em Abrolhos. Esperta, não? Antes, deu uma passada por Bento Rodrigues pra tomar uns goles. Seu pai, o Samarco, é liberal, ele disse: Tá tranquilo, vai pelo Doce.