Minha vida é uma vida melancólica, pois minha cidade, minha família e meus amigos são melancólicos, pelo menos no fundo. A melancolia é própria do status quo, mesmo onde aparentemente é burlado, melancoliza-se. Estado de desleixo, desconfiança, enfrentamento arisco; falta de respeito ao outro, falta de iniciativa. Mesmo quando tudo posto mostra a real situação de urgência em que uma iniciativa disruptiva se põe como necessária.
A vida, ah a vida. A vida leva você e ela é implacável. Ela faz você fazer coisas, mudar, e por mais que se apegue as 'paredes’ históricas, somos ‘levados’. Realizar os desejos, faz com que essa velocidade de mudança acelere. Se eu não sei conter meus ímpetos, vou pela água do rio sendo levado, por não saber, e não querer também - por que não? - me agarrar aos matos da margem. Como poderia ser importante conter os gastos, conter as vontades. Sozinho, eu flutuo, fico só, faço de mim meu próprio negócio, jogo, minha celebração só. Sem lembrar, sem pensar, apenas olhando para dentro. Medito em mim. Relembrar, refazer, se remodelar, lembro do projeto. Será ele possível? Será que vale a pena? Corpo, mente, alma, matéria. Divulgar ou reter? Reter. Depois divulgar.
Comentários
Postar um comentário