De volta ao futuro. Cinco de março de dois mil e dezesseis. Cápsula lunar. Sentimento não mais sentido. Pois se sentir é coisa antiga, no futuro já não mais sinto, ainda mais em 2016. Já não pode haver espaço nem para olhar para trás, só para sonhar. Agora o contexto é esse, crise de mim, de idéias, de um vazio, uma solidão pois já não tenho a mim. Ninguém mais erra pois ninguém quer acertar. A morte, somos um monte de cadáveres, defuntos capitalistas; para que valorizar o outro se eu mesmo nada valho? A morte, bendita obra de arte fruto da surpresa, arrombará o tempo diferentemente de uma pena que pode brecar sua esfera.
(escrito em cinco de março de dois mil e dezesseis.)
Os limites entre estética e saúde. Estética e saúde estão certamente há tempo, em uma mesma direção, mas hoje concorrem em sentido O que é visto pode ser cada vez mais alterado, contudo, com uma frequência cada vez maior, o que compromete o interior do corpo humano. Essas são constatações limites, mas que geram o comprometimento da vida, a partir mesmo de pequenas insatisfações, e sequentes correções. Com mais de 30 anos de plásticas no corpo, sobretudo no rosto, enxertos, aplicação de substâncias que alteram a forma do corpo e a utilização de 'peças’ que modificam o funcionamento dos órgãos, a própria cultura de mulheres mais que de homens já se modificou a tal ponto que alteraram também a forma como os adultos abordam esteticamente a criança. Basta observar a publicidade, os brinquedos, a orientação dos desejos. Na busca por autonomia de vida, domínio da forma e, do crescimento social acelerado, sobretudo artistas, espelham iniciativas que artificialismo as mulheres - como máxim...
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