Por que um apartamento doado em negociação renderia tanta dor de cabeça à alguém?
Por que um operário tornar-se líder de uma nação seria espantoso?
Enfim, este é nosso mundo, pós-guerra, pós-socialismo, misturando em seu enorme mixer momentos que se tornaram clichês, no próprio cotidiano, até mesmo no cinema.
Depois de uma pseudo-passeata como a de ontem, onde comentaristas estão a dobrar o número de participantes, calculado pelas autoridades, fica claro mesmo é a inabilidade da mídia brasileira, praticamente de a a z, em 'ler' com clareza tal situação para uma população quase analfabeta funcional, aquela em que a possibilidade de decifrar o código não permite interpretar fatos.
A passeata foi produzida pelo PSDB, intitulado oposição certo? O que poderia uma aclamação do partido de Aécio Neves foi 'lido' como uma atitude agora serena da população em repudiar qualquer estratégia política. Mas quem repudiou, já estava lá no sol, entrando nas estatísticas de ser contra o Lula e a Dilma, a favor da operação Lava-jato. Compreende? Uma ação forjada acabou por solidificar-se, teimando em envelhecer nossos próximos dias, quem sabe mofando essa gestão presidencial ou cristalizando de vez o impeachment, dependendo como0 os senadores irão ler o apelo popular, dúbio.
Ainda assim, por outro lado estão a vasculhar cada apetrecho do ex-presidente, flâmulas, presentes pessoais, garrafas de vinho, cachaças, tudo curiosamente catalogado pelo Lula, após sair do Planalto. Deram com os burros n´´agua, não acha? Apesar que até pra isso tem leis, e sendo assim, simpatizantes de uma postura mais delicada e por outro lado da verdadeira 'dura', um ato de desrespeito, certamente. Como Hitler fizera com os judeus? Coitado do nosso ilustre ex-presidente.
O apartamento e a reforma do sítio, de propriedade duvidosa, são signos das relações excusas de nossos sábios homens. Como se não bastasse os milhões vindos das empreiteiras para as campanhas desde 2004. São mleis que sobram de um lado e faltam de outro, é o que parece.
Realmente nosso queijo suíço veio furado demais.
A vida, ah a vida. A vida leva você e ela é implacável. Ela faz você fazer coisas, mudar, e por mais que se apegue as 'paredes’ históricas, somos ‘levados’. Realizar os desejos, faz com que essa velocidade de mudança acelere. Se eu não sei conter meus ímpetos, vou pela água do rio sendo levado, por não saber, e não querer também - por que não? - me agarrar aos matos da margem. Como poderia ser importante conter os gastos, conter as vontades. Sozinho, eu flutuo, fico só, faço de mim meu próprio negócio, jogo, minha celebração só. Sem lembrar, sem pensar, apenas olhando para dentro. Medito em mim. Relembrar, refazer, se remodelar, lembro do projeto. Será ele possível? Será que vale a pena? Corpo, mente, alma, matéria. Divulgar ou reter? Reter. Depois divulgar.
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