Um álibi talvez. Uma situação esdrúxula, mas levada a cabo com uma dose de bom humor e outros recursos.
No meio de uma situação estranha, uma solução amiga. Dentro de uma sala, um quarto e nele um homem chamado a falar sobre seus hábitos. De um álibi para um interrogatório, e dele para um exercício em sala de aula, em grupo. E naquela última cena, uma proposta filosófica sobre, sobre o quê? Filosofia de ‘flaneur’, filosofia de deslizar da Harley Davidson. Sim, essa era a última sequência da quarta pergunta.
E o que talvez fique de lição é que em meio ao prazer, o risco, em meio da luz, a penunbra que convida ao sinistro, em meio ao intocável, o caminho livre.
A vida, ah a vida. A vida leva você e ela é implacável. Ela faz você fazer coisas, mudar, e por mais que se apegue as 'paredes’ históricas, somos ‘levados’. Realizar os desejos, faz com que essa velocidade de mudança acelere. Se eu não sei conter meus ímpetos, vou pela água do rio sendo levado, por não saber, e não querer também - por que não? - me agarrar aos matos da margem. Como poderia ser importante conter os gastos, conter as vontades. Sozinho, eu flutuo, fico só, faço de mim meu próprio negócio, jogo, minha celebração só. Sem lembrar, sem pensar, apenas olhando para dentro. Medito em mim. Relembrar, refazer, se remodelar, lembro do projeto. Será ele possível? Será que vale a pena? Corpo, mente, alma, matéria. Divulgar ou reter? Reter. Depois divulgar.
Comentários
Postar um comentário