Havia uma pedra e havia o céu.
Eles continuam ali hoje. Meu avô se foi. Junto a fumaça dos cigarros e dos gravetos de bambu fiados com caco de vidro e que depois eram enfiados em madeira mole com uma espécie de miolo dentro. Ele fazia gaiolas.
Meu pai a época tinha um Opala 6 faróis e ali entre as plantas dá minha avó o gigante entrava.
Passava tardes jogando fumaça ao vento. Os ventos não eram os mesmos. Fazia natação e há tempos dispensara bóias. Aquelas de braço.
Cachaça, bigode, risos e voz forte.
Pernas agarrinchadas.
Aí que ele me vem em um domingo sorrateiro, ele o domingo.
Ele vem com duas bolas.
Eram cabaças.
Pra não me afogar no rio do tempo.
Os limites entre estética e saúde. Estética e saúde estão certamente há tempo, em uma mesma direção, mas hoje concorrem em sentido O que é visto pode ser cada vez mais alterado, contudo, com uma frequência cada vez maior, o que compromete o interior do corpo humano. Essas são constatações limites, mas que geram o comprometimento da vida, a partir mesmo de pequenas insatisfações, e sequentes correções. Com mais de 30 anos de plásticas no corpo, sobretudo no rosto, enxertos, aplicação de substâncias que alteram a forma do corpo e a utilização de 'peças’ que modificam o funcionamento dos órgãos, a própria cultura de mulheres mais que de homens já se modificou a tal ponto que alteraram também a forma como os adultos abordam esteticamente a criança. Basta observar a publicidade, os brinquedos, a orientação dos desejos. Na busca por autonomia de vida, domínio da forma e, do crescimento social acelerado, sobretudo artistas, espelham iniciativas que artificialismo as mulheres - como máxim...
Comentários
Postar um comentário