Pular para o conteúdo principal

Nu

Viver é estar nu no inferno. Estrela solitária. Aqui a doença da alma chega de uma forma direta.Não existe código de ética, e isso é o inferno. Quantas vezes reclamaste por haver muitas regras, muito silêncio? Pois aqui, vale tudo. De onde vem as regras? Da violência, da falta de respeito? Imagino que sim. Talvez também da falta de coerência em sermos um país. Aqui a violência da separação nos une, aqui o indivíduo prevalece sobre o coletivo, a partir da idade, da raça, do gênero; nunca somos. Nunca somos humanos, aqui ninguém tem vez, a não ser no caso de você ser um velho, um negro, ou uma mulher. Talvez um transexual. Separam-nos para comandar esse presépio. Imagina que muito além de golpe, de corrupção financeira, existe uma estratégia para perdurar: a estratégia do domínio sobre uma massa que coitada, tem intelecto, mas muito problema também. Aí inventam separar-nos para assim pleitearmos direitos, mas dessa forma sem que percebamos deixamos de ser país. Os valores que perpetuam os poderosos velhos estão todos aí. A própria disputa pela previdência pública jogará os mais jovens da forma mais violenta possível no mercado, como se diz no futebol, telegrafando a jogada para o mercado de organizar a tempo. E como bem se sabe, negros ou brancos, os jovens voltam a ser ladrões de galinha a serem exterminados.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Escuta!

A arte de escutar Muitos de nós ao encontrar alguém, um conhecido, como maneira de demonstrar empolgação, fechamos nosso canal de áudio, e partimos para a emissão. Isso ao contrário do que se pensa, gera um bloqueio, à princípio. O cumprimento é essencial, e ouvir em um segundo momento também. Ouvindo, estamos disponíveis, dispostos a encontrar no outro a sintonia que vai levar esse encontro a gerar para nós o espaço de interação em determinado assunto que, sinceramente, estamos interessados em debater. Debater no sentido de aprofundamento. A escuta interna - Como é difícil, como é fácil. Tá aqui dentro da gente, mas como aí sintonizar uma estação no rádio, requer uma afinidade com o nosso 'aparelho’. E para nós ouvirmos, precisamos de silêncio! É aquele momento que 'alone’, percorremos nosso 'quintal’, quase ao anoitecer. Olha que imagem fantástica: aquele espaço que acredito ser só meu, onde de olhos fechados eu posso afirmar onde ficam as rosas da vó e a mangueira no me…

Sem dar nome aos bois

Nada tão real hoje quanto a ideia de que um filho pode prejudicar a trajetória do pai. Acha conservador? Tudo bem, a reputação do pai certamente influenciou no fiho. Donald Trump está em maus lençóis nos EUA, por tentar por 'panos-quentes' na relação com a Rússia. Ontem o congresso americano votou sanções contra a Rússia, o Irá e a Coréia do Norte, seus maiores desafetos declarados, muito por esses países desenvolverem energia atômica para fins militares. A Rússia, principal potência da ex-URSS, inimiga antagônicas por sistema e cultura dos EUA, tem contra si a acusação de ter influenciado politicamente nas eleições americanas. O fato é que foi a partir do filho do presidente americano que o grande boato se deu, quando em suas relações empresariais burguesas, o filho recebeu uma proposta de um produtor musical russo, de aceitar um documento que denegrir a imagem de Hillary Clinton. É a tal falada questão dos e-mails, que agora o Trump tenta sensatamente ponderar com o congres…

Manejar

Apego a dor Todos nós temos facilidade em amar. Não é assim.Temos disponibilidade em nos apegar. Talvez sim. As guerras que vive o soldado, sobretudo as externas, pois essas serão nosso foco, tem um poder paradoxal. Elas nos desgastam e também tem o poder de nos embevecer.. Sofremos pelo excesso de sinceridade conosco São guerras pesadas, em vezes muito sérias, tanto pelo estrago que podem causar, mas também pelo apego ao que nós podemos ser lançados. Existem situações em que não devemos entrar, seja pela gravidade, por que estamos no limite, e assim sendo, são péssimas escolhas. Saber escolher o inimigo é uma arte, já disse Frejat, em um música, “...sou eu que escolho e faço os meus inimigos. .”. Essa máxima vale para os dois lados do 'front’, e guerreiro que se presa, usa da compaixão, consigo e com o outro.