Crise, seca, solidão: escassez.
Fora a falta, a riqueza do som; da palavra, mas a falta tende a dissolver tudo: o amor, quando o dinheiro não entra pela porta. E se o dinheiro falta, faltam os amigos, o amor, só fica o cão.
Talvez por isso o cão...tem sido tão útil ultimamente. Cacofonia, pobreza cerebral, temos visto muito.
A palavra causa guerra, onde até quem se aversa ao sangue e a estancada, versa com faca seus gestos. Apreensão temporal constante.
Falta de cumplicidade, desejos de diferença que se abissam.
Força do tempo que se apoeta e coloca cada um, a domar um animal preguiçoso.
Só a sorte mede esforço quando sai de casa para passear, Pois se coisas boas acontecem sem avisar, vamos deixar a porta aberta e a faca guardada em seu lugar na gaveta. Ignorância é arma de corte quando uma bpa palavra resolveria.
O amor é doce quando dado a boca que por mel implora. Corpo com amor é uma casa de abelha. Mesmo que de uma abelha apenas.
A vida, ah a vida. A vida leva você e ela é implacável. Ela faz você fazer coisas, mudar, e por mais que se apegue as 'paredes’ históricas, somos ‘levados’. Realizar os desejos, faz com que essa velocidade de mudança acelere. Se eu não sei conter meus ímpetos, vou pela água do rio sendo levado, por não saber, e não querer também - por que não? - me agarrar aos matos da margem. Como poderia ser importante conter os gastos, conter as vontades. Sozinho, eu flutuo, fico só, faço de mim meu próprio negócio, jogo, minha celebração só. Sem lembrar, sem pensar, apenas olhando para dentro. Medito em mim. Relembrar, refazer, se remodelar, lembro do projeto. Será ele possível? Será que vale a pena? Corpo, mente, alma, matéria. Divulgar ou reter? Reter. Depois divulgar.
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