Um erro talvez
E agora? O cigarro acabou e agora?
E agora, sem dinheiro, e agora?
Só nos resta o que temos. Só nos resta a atitude, fazer o que tem que ser feito, dar ‘luz’ a ação e resolver essa ‘pendenga’. Mais um desdobrar-se e mais uma ‘desembolada’, pra não dizer, impensada atitude. Sem pensar, isso quer dizer impensada. Fazer algo pelo ímpeto, no impulso, mas não tão impulso assim, pois a cena irá desenrolar-se.
E lá se vão os detalhes mais caros, algo que define algo próprio, onde Deus está – dirá alguém.
Mas se é por princípio, por meio, e por fim, faço e empurro a bola de neve até ela derreter-se ao sol. Mas preciso levá-la ao Sol, e ela está longe.
Distanciada pelos ponteiros, uma malfadada ação desdobra-se em ação-conserto.
Ela deve ter a precisão temporal, a que nem todos estão por aceitar. Aceitar, a sincronicidade das coisas, esse belo é invisível balé que envolve a todos.
Sim, nada é por acaso. Ou o é?
A vida, ah a vida. A vida leva você e ela é implacável. Ela faz você fazer coisas, mudar, e por mais que se apegue as 'paredes’ históricas, somos ‘levados’. Realizar os desejos, faz com que essa velocidade de mudança acelere. Se eu não sei conter meus ímpetos, vou pela água do rio sendo levado, por não saber, e não querer também - por que não? - me agarrar aos matos da margem. Como poderia ser importante conter os gastos, conter as vontades. Sozinho, eu flutuo, fico só, faço de mim meu próprio negócio, jogo, minha celebração só. Sem lembrar, sem pensar, apenas olhando para dentro. Medito em mim. Relembrar, refazer, se remodelar, lembro do projeto. Será ele possível? Será que vale a pena? Corpo, mente, alma, matéria. Divulgar ou reter? Reter. Depois divulgar.
Comentários
Postar um comentário