Quando a tarde de sábado chegava, eu e meus três colegas, parávamos tudo pra dedicação exclusiva à eles. Eram cerca de cinco horas, do almoço a noite, lavando, secando e dando retoques nas máquinas, com suas qualidades e imperfeições. O mais notável nessa memória após ver um programa de televisão que 'falava' sobre carros antigos, era lembrar que quando dávamos uma volta de carro no bairro ao lado, , alguns 'caras' com carros mais 'afinados', rebaixados, 'mexidos', e incrementados, ficavam reunidos, conversando e de tempos em tempos, aproximavam-se dos seus veículos, ou 'mimos'. Daí era um verdadeiro imã, pros nossos olhos, observam o que aqueles dois caras fariam próximo as rodas, do motor, e caso o fato fosse desenrolado hoje, tendo eu coo protagonista e não coo observador, teria que parar no meio do caminho até o veículo para dar uma sorrateira risada. Seria sorrateira?
A vida, ah a vida. A vida leva você e ela é implacável. Ela faz você fazer coisas, mudar, e por mais que se apegue as 'paredes’ históricas, somos ‘levados’. Realizar os desejos, faz com que essa velocidade de mudança acelere. Se eu não sei conter meus ímpetos, vou pela água do rio sendo levado, por não saber, e não querer também - por que não? - me agarrar aos matos da margem. Como poderia ser importante conter os gastos, conter as vontades. Sozinho, eu flutuo, fico só, faço de mim meu próprio negócio, jogo, minha celebração só. Sem lembrar, sem pensar, apenas olhando para dentro. Medito em mim. Relembrar, refazer, se remodelar, lembro do projeto. Será ele possível? Será que vale a pena? Corpo, mente, alma, matéria. Divulgar ou reter? Reter. Depois divulgar.
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